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quarta-feira, 1 de junho de 2011

OBSERVAÇÃO DE AVES TERÁ DESTAQUE DO CONGRESSO DE ORNITOLOGIA EM CUIABÁ


Foto:Divulgação
 
Ivan Ruela
Da assessoria do Evento


Criador do AVISTAR, o fotógrafo Guto Ribeiro será umas atrações do XVIII Congresso Brasileiro de Ornitologia, que se inicia neste Domingo, dia 5, em Cuiabá.







   Segundo maior berço de aves do mundo, com mais de 1800 espécies, o Brasil ainda utiliza pouco de um dos maiores nichos de ecoturismo do hemisfério norte. A observação de aves, ou Bird Watching,  é uma prática que envolve milhões de pessoas em todo o mundo.
Durante o Congresso Brasileiro de Ornitologia, que acontecerá em Cuiabá a partir do próximo Domingo, dia 5, um debate discutirá a “Observação de Aves no Mato Grosso”. Estarão presentes renomados pesquisadores e divulgadores deste atrativo modelo de contemplação natural. Guto Carvalho, idealizador e criador do Avistar, evento que reúne observadores de aves de todo o país, já com seis edições realizadas, é um deles.  O Ecólogo e fotógrafo norte-americano Douglas Trent, de grande experiência no tema, tendo inclusive treinado nativos pantaneiros para receberem turistas, também irá compor a mesa. A conservacionista Vitoria da Riva, especialista em ecoturismo, criadora da RPPN Cristalino, e que preside a Fundação Ecológica Cristalino, com objetivo de trabalhar com conservação, educação ambiental e pesquisa no entorno do Parque Estadual do Cristalino, e a Secretária Estadual de Turismo do MT, Teté Bezerra, completarão a discussão.
A mesa “Observação de aves no Mato Grosso”, será na terça-feira dia 7, às 10 horas da manhã, durante o XVIII Congresso Brasileiro de Ornitologia, na Universidade Federal do Mato Grosso, em Cuiabá. Mais informações no blog congressodeornitologiamt.blogspot.com.


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Projeto aposta em serraria móvel como opção ambientalmente correta


 

  *André Alves


É bastante comum ver em assentamentos e em propriedades rurais árvores caídas ou mortas em áreas que foram abertas para agricultura ou pecuária. Sem um destino ambientalmente correto é grande o risco dessas árvores apodrecerem ou serem consumidas por um incêndio acidental. Uma alternativa que vem conquistando os agricultores do projeto Poço de Carbono Juruena, executado pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena (ADERJUR) e patrocinado pelo Programa Petrobras Ambiental é o uso de uma serraria portátil para o aproveitamento da madeira dessas árvores.
Em média a serraria fica dois dias em cada lote para que seja reaproveitada parte da madeira dos beneficiários do projeto. Por ser extremamente leve e fácil de montar e desmontar a serraria pode ser levada até o local onde está a árvore caída e ser instalada para o corte da madeira. E apesar de ser movida a gasolina, é bem mais econômica que uma motosserra. “Essa é uma experiência que já vinha sendo desenvolvida na região pelo projeto Promoção da Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade nas Florestas de Fronteira do Noroeste de Mato Grosso, executado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema-MT) e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)”, explica Paulo Nunes, coordenador técnico do Poço de Carbono Juruena. Enquanto a serraria móvel adquirida pelo projeto, que é importada, não chega ao município, a Sema-MT, por meio de uma cooperação técnica, fez uma cessão temporária da máquina adquirida no projeto anterior.
“A serraria foi um grande avanço pra nossa comunidade porque dá pra aproveitar as árvores que já estão derrubadas faz tempo no sítio”, explica Florisvair Maciel, que mora no assentamento Somapar, cujo marido fez um curso pelo projeto para usar a serraria. Ela explica que a serraria é movida a gasolina, mas o consumo é bem menor do que uma motosserra, com uma produtividade muito maior e acabamento mais refinado.
Ao se comparar com o preço do metro cúbico serrado vendido nas empresas em Juruena o lucro é bem maior. Em média, a madeira é vendida na cidade por 500 reais o metro cúbico. Em um dia de uso da serraria móvel é possível serrar até 3 metros cúbicos dependendo da altura e do tipo de árvore. Os agricultores pagam somente a gasolina (em média 10 litros por dia) e em alguns casos a diária de 80 reais para um agricultor capacitado operar a serraria. Na ponta do lápis a economia chega a 400%.
Somente em um dos assentamentos, SOMAPAR, a expectativa é que mais de 30 famílias utilizem a serraria e a maioria irá contratar. A serraria móvel, que começou a circular pelo assentamento Vale do Canamã, ainda irá ser cedida a agricultores do assentamento Vale do Amanhecer e 13 de Maio.
“A gente recebeu mudas, calcário, assistência técnica, fizemos cursos e agora a serraria”, avalia Florisvair. “No começo, muita gente não acreditava no projeto, mas as pessoas estão vendo que este tem continuidade e agora querem entrar”, finaliza.
Carbono Juruena
O objetivo central do projeto Poço de Carbono Juruena, executado pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena (ADERJUR) e patrocinado pela Petrobras, através do Programa Petrobras Ambiental, desenvolvido na região Noroeste de Mato Grosso, é demonstrar a viabilidade econômica de sequestro de carbono por meio de Sistemas Agroflorestais – SAFs, que fixam o carbono e geram renda aos pequenos e médios agricultores rurais de forma associada e participativa. A expectativa é que seja um modelo de projeto de desenvolvimento rural e conservação ambiental que tem como alavanca, a futura venda de créditos de carbono. Doze Instituições do Governo Federal, Estado e sociedade civil apóiam esta iniciativa.


*www.carbonojuruena.org.br

IBAMA detecta mudança no perfil dos desmatadores em Mato Grosso

 

 Ericksen Vital
 GI MT

Foto: Ericksen Vital






O superintendente estadual do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) Ramiro Martins Costa, disse que mudou o perfil do desmatador em Mato Grosso. Agora, os donos de terras voltaram a operar com os correntões, uma velha técnica usada na década de 70 para abrir áreas. Ela está proibida há dez anos no país, porém no Estado não existe uma legislação específica.
A mudança pode ter contribuído para o aumento pontual do desmatamento entre março e abril em Mato Grosso. De acordo com os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o estado foi responsável pelo desmatamento de 480,3 km² dos 593,0 km² registrados na Amazônia Legal.
No Estado, seis dos 10 maiores desmatamentos ilegais registrados em Mato Grosso foram feitos por correntes gigantes puxadas por tratores em áreas que estão em nome do fazendeiro paranaense Vademilso Badalotti. Nesta sexta-feira (27), o advogado dele, Jarbas Lindomar Rosa, disse que seu cliente não tem buscado resolver os problemas junto à Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema).
Ramiro Costa explica que há quatro anos o desmatamento ocorria em pequenas áreas. Agora, os desmatadores decidiram radicalizar. Os desmatamentos, segundo o superintendente do Ibama, estão acontecendo em grandes áreas nativas, entre 500 e até 1 mil hectares.
A abertura ilegal tem sido caraterizada pelo uso dos chamados correntões, que consiste em arrastar grandes correntes fazendo o corte raso da mata. As fiscalizações comprovaram também que as áreas veem sendo desmatadas para serem usadas pela agricultura.
Neste ano, os fiscais do Ibama aplicaram mais de R$ 100 milhões em multas, além de terem sido apreendidos inúmeros tratores e gado sendo criado em áreas de preservação. Ramiro Costa disse que o órgão quer agilizar em 2011 o julgamento destes processos para doar as máquinas apreendidas ao Exército e os animais para entidades como Embrapa.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Sociedade se organiza para debater Zoneamento de Mato Grosso e Código Florestal

Foto: Divulgação











  Proposta é realizar uma ampla discussão sobre essas políticas de planejamento territorial e produzir um documento cobrando responsabilidades

No dia 27 de maio, próxima sexta-feira, pesquisadores, acadêmicos, estudiosos, representantes de movimentos sociais e governamentais interessados em debater sobre questões territoriais e ambientais, especialmente os impactos do Zoneamento Socioeconômico e Ecológico de Mato Grosso (ZSEE) e do Código Florestal, se reunião no auditório do Ministério Público Estadual para o Seminário “O Zoneamento de Mato Grosso: avaliação e perspectivas”.

O Seminário tem como objetivo subsidiar a sociedade civil, entidades estaduais e nacionais sobre o ZSEE e suas consequências. Também serão debatidas as implicações das alterações do Código Florestal, atualmente em debate no Congresso Nacional.

A iniciativa é uma parceria do Instituto Centro de Vid a (ICV), Instituto Socioambiental (ISA), Operação Amazônia Nativa (OPAN), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e Grupo de Trabalho e Mobilização Social (GTMS) com apoio do Ministério Público Estadual.

Os organizadores ponderam que tanto o ZSEE de Mato Grosso e o Código Florestal Brasileiro são ferramentas de ordenamento territorial fundamentais para assegurar um desenvolvimento sustentável com a garantia da inclusão das comunidades indígenas e tradicionais, dos assentados e produtores familiares.

Para as entidades, a recente aprovação pela Assembleia Legislativa e a sanção do governador de Mato Grosso de um projeto de Zoneamento totalmente desfigurado indica claramente o descompromisso dos atuais dirigentes com o desenvolvimento do estado em longo prazo. Do mesmo modo, em nível federal, as especulações em torno da proposta de alteração do Código Florestal estimulam o descaso com a questão ambiental.

Desta maneira, as consequências já estão acontecendo: o desmatamento em Mato Grosso teve um crescimento brutal nos meses de março e abril, sendo produto direto das perspectivas da anistia prevista no zoneamento estadual e nas alterações propostas no Código Florestal.

SERVIÇO

O que? Seminário “O Zoneamento de Mato Grosso: avaliação e perspectivas”

Quando? 27/05/2011 – sexta-feira        Que horas? 8h30 às 17h30

Onde? Auditório do Ministério Público Estadual – Rua 4, Centro Político Administrativo, Cuiabá/MT

Organizações envolvidas: Instituto Centro de Vida (ICV), Instituto Socioambiental (ISA), Operação Amazônia Nativa (OPAN), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Grupo de Trabalho e Mobilização Social (GTMS). Apoio: Ministério Público Estadual

Contato com a imprensa:

Daniela Torezzan – ICV
Fones: (65) 3621-3148 e 9201-4578
daniela.torezzan@icv.org.br

quarta-feira, 18 de maio de 2011

ICMBio publica primeiro número de revista científica com avaliações do TAMAR




A Biodiversidade Brasileira, revista científica que acaba de ser lançada pelo ICMBio – Instituto Chico Mendes da Conservação da Biodiversidade – traz em seu primeiro número o resultado de um processo de avaliação de pesquisadores e especialistas em tartarugas marinhas coordenado pelo Projeto TAMAR/ICMBIO

O que deve ser feito para proteger a fauna brasileira? O ponto de partida é a avaliação de seu estado de conservação, que permite o diagnóstico, a identificação e a localização das principais ameaças, das áreas importantes para a manutenção das espécies e da compatibilidade com atividades antrópicas. Tudo isso serve de subsídio para a revisão da Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção, cumprindo a meta do governo brasileiro como signatário da Convenção sobre a Diversidade Biológica – CDB.

Avaliação do estado de conservação das TMs do Brasil – Iniciado em outubro/2009, o processo foi realizado segundo critérios da IUCN – International Union for Conservation of Nature, visando a participação da comunidade científica. De início, foi realizada uma consulta pública através de uma ficha publicada pelo ICMBio em seu website, e os resultados foram enviados para uma consulta dirigida a pesquisadores brasileiros especialistas no táxon. Neca Marcovaldi, coordenadora técnica nacional do Projeto TAMAR e vice-presidente regional do MTSG, coordenou o processo da revisão do táxon Tartarugas Marinhas, e o biólogo Alexsandro Santos, gerente nacional do Sistema de Informações sobre Tartarugas Marinhas (SITAMAR), foi o ponto focal deste processo.

As informações geradas pela consulta pública foram compiladas e um workshop foi realizado para categorizar o grau de ameaça das tartarugas marinhas. Este workshop contou com a presença de membros do TAMAR/ICMBio e da Fundação Pró-TAMAR, da coordenadora da Lista Vermelha Brasileira, Dra. Mônica Peres, da Diretoria de Biodiversidade do ICMBio, e de pesquisadores especialistas em tartarugas marinhas. A avaliação originada foi então enviada para dois pesquisadores anônimos especialistas em critérios da IUCN, para sua validação (“peer-review”).

Resultados - O resultado dessas avaliações transformou-se no primeiro número da revista Biodiversidade Brasileira, que constata que as tartarugas marinhas foram quase que totalmente dizimadas nos últimos cem anos. A publicação traz as cinco espécies que ocorrem no Brasil como ameaçadas de extinção, em diferentes categorias: a tartaruga verde (Chelonia mydas), avaliada como “Vulnerável”; a tartaruga cabeçuda (Caretta caretta) e a tartatura oliva (Lepidochelys olivacea) como “Em Perigo”; a tartaruga de pente (Eretmochelis imbricata) e a tartaruga de couro (Dermochelys coriacea) como “Criticamente em Perigo”.

Fonte: Projeto Tamar

Cooperativa de agricultores compra castanha-do-Brasil de povos indígenas

Foto:Divulgação







André Alves


A Cooperativa dos Agricultores do Vale do Amanhecer (Coopavam), localizada em um assentamento em Juruena, Noroeste de Mato Grosso, estabeleceu uma parceria de três anos com a Associação do Povo Indígena Rikbaktsa (Asirik) para compra de castanha-do-Brasil com casca. Pela parceria, a Coopavam irá pagar até 2013 o preço mínimo de R$ 1,80 por quilo, quase o dobro do preço pago por atravessadores na região.
A parceria vai permitir a ampliação da compra do produto que já é feita desde 2008, garantindo a produção da cooperativa que atualmente distribui, pela Conab, castanhas em amêndoas para merenda escolar em cinco municípios da região além de ter contrato com três empresas nacionais do ramo alimentício. Recentemente fechou também um importante contrato com uma empresa de cosméticos. “A maior parte da castanha que produzimos vem dos índios, pois eles tem uma área maior e que como eles fizeram cursos para coletar e selecionar, as castanhas deles já vêm muito boa”, afirma, Airton Benini, presidente da Cooperativa.
Os índios Rikbaktsa são reconhecidos pela alta produção e qualidade de suas castanhas, graças ao empenho dos índios que sempre lutaram para viver de forma sustentável em suas terras e que, com isso, conseguiram importantes apoios, como o Programa Integrado da Castanha – PIC, componente do projeto Promoção da Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade nas Florestas de Fronteira do Noroeste de Mato Grosso, executado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema-MT) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).
Flávio Ododo, tesoureiro da ASIRIK, explica que a parceria é importante para eles pois só tem a ganhar com a garantia de escoamento da produção e o estabelecimento de um preço mínimo. “A ASIRIK e a comunidade indígena está de braços abertos para parcerias como esta”, ressalta. Flávio apenas lamenta que a produção deste ano nas terras Rikbaktsa não foi tão boa devido à necessidade de melhoria e abertura de novas estradas de coleta da castanha.
Além dos Rikbaktsa, a cooperativa iniciou a compra do fruto dos índios Apiacás, Caiabi-Mundurucu, Cinta-larga e outras comunidades de agricultores familiares da região. Além disso, a cooperativa possui um grupo de doze coletores que utilizam a Reserva Legal coletiva do assentamento e também em áreas de propriedades privadas de Juruena, Cotriguaçu e Aripuanã, com a permissão dos proprietários.
O projeto Poço de Carbono Juruena, executado pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena (ADERJUR) e patrocinado pelo Programa Petrobras Ambiental teve um importante papel na articulação dessa parceria. “Nós auxiliamos a Coopavam na elaboração de projetos para captação de recursos e de novos parceiros, além de contribuir no transporte do produto”, afirma Paulo Nunes, coordenador do projeto Poço de Carbono.
A parceria entre a Coopavam e os índios Rikbaktsa foi desenhada durante o Seminário “Intercâmbio de experiências: gestão ambiental e alternativas de geração de renda em terras indígenas”, realizado no mês passado pelo projeto Pacto das Águas e que contou com a participação do projeto Berço das Águas. Os três têm o patrocínio do Programa Petrobras Ambiental e objetivam o manejo, a conservação de florestas e a recuperação de áreas degradadas com sistemas agroflorestais nas bacias dos rios Juruena e Aripuanã.

Carbono Juruena
O objetivo central do projeto Poço de Carbono Juruena, executado pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena (ADERJUR) e patrocinado pelo Programa Petrobras Ambiental, desenvolvido na região Noroeste de Mato Grosso, é demonstrar a viabilidade econômica de sequestro de carbono por meio de Sistemas Agroflorestais – SAFs, que fixam o carbono e geram renda aos pequenos e médios agricultores rurais de forma associada e participativa. A expectativa é que seja um modelo de projeto de desenvolvimento rural e conservação ambiental que tem como alavanca, a futura venda de créditos de carbono. Doze Instituições do Governo Federal, Estado e sociedade civil apóiam esta iniciativa, que já se destaca pelo alcance de seus resultados, demonstrados através do site do SIG e também do seu site www.carbonojuruena.org.br .

terça-feira, 17 de maio de 2011

Polícia apreende aves e gaiolas na casa de professor no interior de MT





Animais apreendidos em Cáceres foram levados
para Companhia Ambiental (Foto: Divulgação)

Policiais da Companhia Ambiental de Cáceres (250 quilômetros de Cuiabá) apreenderam avesc e gaiolas na residência de um professor. A ação policial aconteceu depois de uma denúncia anônima feita à Companhia Ambiental nesta segunda-feira (16). O professor mantinha em cativeiro animais silvestres sem a autorização legal, o que é proibido. Na residência foram apreendidos quatro canários da terra, um papagaio, cinco gaiolas, um viveiro e um alçapão usado para capturar pássaros.
Os animais apreendidos na casa do professor foram levados para a 4ª Companhia Ambiental de Cáceres. Os pássaros vão passar pela análise de um veterinário, que autorizará ou não a soltura dos animais na natureza.
Legislação
De acordo com a Lei 9605 (Lei de Crimes Ambientais), é considerado crime contra a fauna matar, perseguir, caçar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente. Também é considerado crime quem vende, expõe à venda, tem em cativeiro, utiliza ou transporta animais silvestres. A pena para quem for condenado pelo crime é de seis meses a um ano de detenção e multa.


Fonte: G1 MT